Primeiro a gente vive. Pouco primeiro. Depois a gente comenta a vida. Muito depois.







sábado, 16 de julho de 2011

Luto


Refletindo,
percebi que
quero fazer
um curso
em que eu
possa mudar
o mundo.

Então
perguntei ao
tempo.

O que fazer?

E ele,
com um sorriso
irônico,
achando-se dono
do meu destino
vomitou:

Um curso de tiro.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quando eu souber ser humano


Descrevo meus miolos discretos escrevo minhas visceras vivas e vou e sento nesse assento grudado ao vento e voo num voo sem acento desprendo a despesa para sempre na despensa presa.No alto como minha caça caço minha presa e não a dispenso.Sinto o fogo frio e escadante no meio do rio ofegante e penso como teçe a pobre aranha penso naquilo que arranha meu sentar tenso[cheio de inutilidade util]que dilate minha mente e que vire uma bruta área cheirosa de incenso numa ária sem qualquer senso livre e sem asas ao vento rumo a um grande destino nesse cosmo imenso.

domingo, 19 de junho de 2011

Domingue


Cuspa escarre
e
escorregue
na
bela aurora.

Domingue.

Domine as
suas horas
acorde
para a graça
da loucura.

Domingue.

Dormindo
seja dia
quando for
noite.

Não há
briga
interna.

Existe semana.
Mas pra que
semana
se emana tristeza
e ocupação?

Dia mesmo
é quando ele pode ser visto.
Dia é vivo quando se vive.

Domingue.

E quando o
Narciso dos
planetas
estiver
do outro
lado do seu
pensamento
e
aquela vermelhidão
dominar o trono,
como se o céu
fosse a fornalha
dos vivos,
virá segunda.
Virará feliz
empalhada.

Voce
domingando
e a luz
vagabunda
em segundo
plano.

sábado, 4 de junho de 2011

Choro e luto


Eis que surge a primeira
lua cheia do mês.
vem e semeia a
descendencia do breu
Radiante iluminando
o caminho de Orfeu.

Se a peça não foi vista
a boca calada e o pulso
impulsatelitincontrolável,
O entendido destino será
avulso, egoísta,
maládjetivável.

A tonicidade e o sujeito
oculto, revelam o sentimento
do porteiro do Hades.
depois do terror do cálice,
eu, de pé, depois de visto
a peça, a boca descolada
e o pulso pulsátil[aglutinação com
inutil],
só choro e luto.

domingo, 29 de maio de 2011

Dislexia verbal


Hoje é verdade,
e abrido e falado,
escasso e sofrido
e cobrido e errado.
Exato e soberbo
e verdade.

O verbo certo é
quando é mentido.
É quando vem de
saudade.

sábado, 28 de maio de 2011

Não existe futuro


Antes da morte todo mundo é vida
Antes da chuva todo mundo é seca
Antes do vento tudo é arrumado,
Antes do tornado todo santo reina.

Ante a sorte breve tudo é apostado
Antes o derrotado era rico.
Ante a maldição da labuta
ande, o trabalho espera.

Antes da palavra instante e gesto
Antes da guerra havia amor.
mesmo ante o amor, a guerra.
Agora, severa.

Antes do começo o fim reinava.
Adentre o buraco negro
diante do primeiro,
ante estátuas, se salgue
antes de olhar pra trás,
se salve. O ente espera.

Em mente a viril felicidade.
Antes, real.

sábado, 30 de abril de 2011

Tempo


Quantas Pessoas estão
aqui e agora?
Para os lá e depois
a demora.
Para os aqui e agora
a diáspora
devora todos os sóis.

Solenidade marcada
de dores e sensores.
e aqui e agora
e mascarada.

Os de lá e depois,
a escória,
a maioria suspeita
o surto já,
aqui e agora.

Lá e depois implora
alegoricamente
a implosão
da demora.

O primeiro não perde
a hora.
O Segundo desola.

Aqui, agora é lá e depois.