Primeiro a gente vive. Pouco primeiro. Depois a gente comenta a vida. Muito depois.







terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Travessuras

Pelos e fios,
traçando a mente
pelos corredores
dos neurônios,
fazem crochê latente
de quem para e respira.

[tentar ter respostas
é filosofiar]

consciente.

Doar-se

é preciso palavras
difíceis e memoráveis
para dizer que é odara
todo esse mar de
seres desprezíveis?

A natureza chora
bebe o choro
e se consola.
E de nada tem a ver
o homem.
[o que pensa que pensa
e não passa de uma
sombra sonsa e ácida]


mas eu amo
o desprezível.
Mas meu amo
canta
para nós ficarmos
odara.

castidade

é sentida a
vontade
e o desejo por
perdão.
Perdão, Deus,
Pois se não mereço
nada,
me dás
tudo.
E parece que eu
vejo.
Mas as vezes
esqueço
e minha prece
sai sem nexo,
como um grito
no ouvido do
surdo.

Mas tu
meu Deus
não é surdo.
Ouve meus
sussurros.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Essa noite

a estrela é minha lua.
A maior das esferas
brilhantes,
é minha musa nua.
Porque é [in]preciso
ter uma inspiração
depois de um dia
cheio de emoções.
Acontece que
no meu coração
aquilo que é
imposto o nome SOL
brilha só até a
felicidade zarpar.
Quando o cansaço chega,
é ela que tem o papel
de acalmar
e beijar com aquela saliva
doçe e sonífera.
Mesmo assim,
são todos brinquedos
de um dono só.
não é mesmo céu?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tudo por si só

A morte depende
da vida, que
depende do ar
que pretende
doar vida
a cobra
que depende
da fome
que depende
do alimento
proveniente
do que não
entendo.
Isto, depende
das ideias
que dependem
das loucuras
alheias, que
é pendente
ao universo
que depende
do sol
que não depende
de nada, que
depende de tudo.

Isso não depreende
compreensão
que nem de mim
depende
mas me deixa contente
não entender
este consciente
escrito.
Quase decente,
meramente
severo e
independente.

Sente ante o ente querido mágoa constante ?

Eu, no sanatório

No circo choro
no velório rio
Nocivo imploro
o simplório pedido
De calma seu vento,
sua alma é visível,
não podes dividir
o indivisível.

Quase incompleto

Tudo foi farsa.
Desde o primeiro
até hoje,agora.
Sem rima o grito
sopra no ouvido
daquilo que chamamos
de nada. Porém,
é de suprema
importância,
esclarecer que disto
tudo,se lembra
felicidade.
A verdade é que
sem rima tudo
é mais feio.
Mais realista.
Então,não rimamos.
Pois que, ontem se viu,
ante-ontem caiu a
lágrima da verdade.
E sem entender
o porque de tudo isso
O motivo pelo qual
essa tempestade despenca
do órgão mais subliminar,
ambíguo olhar telepático,
é a conciencia do
desenvolvimento do
não entendido.
E quando viras a esquerda
é motivo de piada.
Lixo na beira da via.
Se voltas para a direita
é engraçado e quase.
Só quase.
Nem se gritar, cuspir
e exigir que
se abra a porta.
Ela não abrirá.
Mas se acalme eu-lírico,
a parada é um pouco a frente.
Quando descer,
não esqueça de mandar
cartas.
Mas vá se embora
pois já está na hora.
Não é que é o que é ?
Surpreso:
Estou [odes]preso
nas rimas e
entrelinhas
da minha alma
escrita.