Aquele momento
do olhar avulso
Do olhar sem foco
Aquele momento
que do olho não se precisa.
O homem, tonto
Tenta não cortar seu pulso
Se afunda no ócio
O homem, torto
Que mesmo torturado
Não despertaria.
Um segundo
Uma eternidade
O olhar conclui:
Não foi aquilo
Que pensamos
Não foi o que o psicólogo disse.
Foi tudo em vão.
Foi tudo em nada.
Foi tudo que podia ser.
Tudo o quê? Grita o consciente,
E então, alguém nos toca o ombro:
“Tá tudo bem?”
e o olho volta.
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